Fonte Original: Conselho Federal de Psicologia

Por ocasião do Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado no dia 29 de Fevereiro, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) lança o vídeo da série “A despatologização das transexualidades e travestilidades pelo olhar da Psicologia”.

A peça audiovisual, produzida pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) da autarquia, busca jogar luz sobre a temática e mostrar que, apesar das conquistas alcançadas nos últimos anos, a população trans ainda tem seus direitos condicionados a um diagnóstico patologizador – o que pode dificultar ou impedir o acesso a serviços como a cirurgia de redesignação sexual e a requalificação civil (mudança de nome).

A partir de depoimentos e reflexões de transexuais, uma travesti, psicólogas (os) e pesquisadores do tema, o vídeo mostra a luta dos movimentos sociais para que a transexualidade e a travestilidade não sejam consideradas uma patologia. Na edição atual da Classificação Internacional de Enfermidades (CIE) – que é referência de como se pensa a patologia no mundo – constam 15 “distúrbios” relacionados à identidade de gênero. O exemplo da legislação Argentina, onde a mudança do registro civil pode ser feita em cartório e sem a necessidade de um laudo médico, também é abordado.

Além disso, o vídeo convida a categoria a refletir sobre os desafios da Psicologia nessa área, a partir do seu papel ético, político e profissional, levantando questões como a falta de formação das (os) psicólogas (os) em relação às temáticas de diversidade de gênero e sexual, a subordinação à medicina no fornecimento de diagnósticos, assim como a importância da escuta e da valoração da experiência das pessoas que vivem as transformações de todas as formas.

Abaixo seguem os links das partes I, II e III do vídeo.

2 Comentários. Deixe novo

  • Adilson Conceição
    julho 15, 2017 10:18 am

    Show!
    Tenho um filho de 16 anos que teve uma mudança de identidade.Lidar com outras pessoas que não seja tão perto de você,é mais fácil.Ele é Trans.
    Eu amo meu filho,jamais colocaria ele pra fora de casa ou coisas piores.
    O problema é,ainda não consegui conviver com a situação!
    Adorei o Blog,adorei o site,nos prende atenção nos levando a reflexão,o site passou pra mim um atendimento diferenciado, nos conduzindo de maneira suave as informações. Nada pesado para o público,tudo de maneira calma e construtiva.Adorei.
    Parabéns Drª Camila!

    Responder
    • Oi Adilson!
      Que bom que gostou do site e da forma como abordo os assuntos.
      Certamente viver tal situação não é nada fácil, pois é preciso desconstruir valores que nos são ensinados desde criança e construir novos. Mas tendo amor pelo seu filho esse já é um primeiro passo.
      E precisando de algo me coloco a disposição!

      Responder

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